Para quem tem desejo de cultivar, não importa se em uma varanda, um jardim ou em uma horta, o importante é fazê-lo! Mas muitas vezes plantar não é fácil e para complicar o trabalho, já duro e cansativo, chegam uma infinidade de insetos e parasitas que, se não forem controlados, podem estragar nossas plantas e frustrar nossos esforços. Abaixo sugerimos algumas "receitas" para fazer fertilizantes e repelentes 100% orgânicos, que vão ajudar você a manter afastados insetos indesejáveis, respeitando plenamente a natureza. 1. O estrume Existe maneira melhor para enriquecer o solo do seu jardim ou quintal que o bom e velho esterco? Você pode comprá-lo em lugares especializados ou, melhor ainda, produzi-lo, se você tiver animais como galinhas, cabras e coelhos. As fezes deste último são aquelas com a maior taxa de nitrogênio e podem ser usadas espalhando-as diretamente à terra. Aquelas dos outros animais, em geral, devem ser bem curtidas antes (composteiras). 2. Inseticida spray de alho O alho é um poderoso repelente natural, capaz de desencorajar muitos insetos e espantá-los para outros lugares. Para preparar o nosso inseticida, batemos no liquidificador uma cabeça de alho com alguns cravos da índia, juntamente com dois copos de água até obter um composto bem homogêneo. Deixe-o descansar por um dia para depois ser misturado em 3 litros d’água. A mistura assim obtida pode ser vaporizada com um spray, diretamente sobre as folhas das plantas. 3. Chá de Urtiga Quantas vezes você, sem querer, acabou tocando uma folha de urtiga e ficou sentindo aquela coceira irritante? Bem, a urtiga pode não ser tão irritante assim quando se torna uma grande aliada para seus cultivos. Calce um par de luvas grossas e colha um pouco de urtiga. Coloque-as de molho em um balde cobrindo-as com água e deixe-as descansar por pelo menos uma semana e estará pronto o seu novo fertilizante líquido 100% orgânico. 4. Inseticida spray de tomate As folhas de tomate são ricas em alcalóides, excelentes repelentes para pulgões, vermes e lagartas. Encha dois copos com folhas de tomate picadas e adicione água. Deixe descansar por pelo menos uma noite e dilua a mistura em outros dois copos d’água. Pronto! pode pulverizar seu spray de tomate sobre as plantas. Mantenha o repelente longe dos animais domésticos pois, pode ser tóxico à eles. 5. Cascas de ovos As cascas de ovos são um ingrediente interessante para o nosso jardim. Elas possuem um duplo benefício, podem ser usadas seja como fertilizantes seja como repelentes, em pedaços ou trituradas. Se trituradas, polvilhe o pó sobre a base das suas plantas, ou use pedaços, criando uma espécie de anel na base da planta: esta barreira pode afastar os caracóis e algumas lagartas. 6. Tabaco macerado A nicotina presente nas folhas de tabaco não cria dependência apenas em seres humanos, mas também em insetos, agindo como um ótimo repelente. Para preparar o tabaco macerado coloque 3 ou 4 cigarros em meio litro d’água. Deixe macerar por dois dias e depois filtre, ou passe o líquido obtido por uma peneira fina. Coloque-o em um spray e está pronto o seu inseticida natural. 7. Inseticida spray de pimenta A pimenta é um excelente repelente natural contra pragas. Para preparar o spray, bata no liquidificador em alta velocidade por 2 minutos, cerca de 6 a 10 pimentas (qualquer tipo) com dois copos d’água. Deixe a mistura descansar durante a noite. No dia seguinte, filtre-a e adicione um copo d’água. Despeje o líquido no pulverizador e pronto! 8. Adubação com ervas Seu gramado não está tão verde como você gostaria? Não se preocupe, basta apenas um simples cuidado: quando você cortar a grama não a recolha, deixe-a no chão! Será uma valiosa fonte de nitrogênio. A grama recém-cortada, por ser muito curta, decompõe-se rapidamente, enriquecendo o solo de nutrientes e fazendo o seu gramado ficar mais verde do que nunca! 9. Adubação com a borra do café Se você adora e bebe muito café, não jogue fora sua borra que é uma excelente fonte de nitrogênio para o solo, além de ser rica em antioxidantes. Adicione a borra à sua compostagem ou polvilhe-a diretamente sobre o solo. 10. Nematóides Amigos Eu sei, pode parecer estranho existirem vermes amigos de seu jardim, mas è verdade! Muitas vezes, para controlar a população de pragas são necessárias outras pragas, ou melhor, outros insetos antagonistas. Este tipo de Nematóide bom é capaz de matar muitas de suas pragas do seu jardim, incluindo besouros, gorgulhos e muitos outros. Você pode comprá-los em lojas especializadas. 11. Façamos compostagens! A compostagem é definitivamente um dos métodos mais simples e eficazes para enriquecer o solo e fazer o seu jardim florescente e produtivo. O que você precisa é de restos de comida e de todas as substâncias ricas em nitrogênio, como grama, folhas ou palha. Você pode fazer a compostagem mesmo vivendo na cidade. Como vimos, podemos fazer muito para preservar nossas lavouras sem o uso de produtos químicos e poluentes. Mais uma vez é a natureza que nos dá soluções para os problemas. Bom crescimento à todos! (Escrito por Daia Florios) Fonte:https://www.greenme.com.br
Primeira flor-cadáver desabrocha em Nova York desde 1939 As flores são verdadeiras obras-primas da natureza que fascinam não só os insetos e outros animais para a função de polinização, como também os seres humanos. Nós comercializamos, estudamos, ou, simplesmente, admiramos as belezas e características de cada espécie. Mas nem sempre há tanta beleza ou bons aromas a serem contemplados, e a flor-cadáver é um exemplo de que “nem tudo são flores” no reino da botânica. Em um momento raro, recentemente um exemplar dessa espécie desabrochou no Jardim Botânico de Nova York. A flor-cadáver ficou totalmente aberta em 29 de julho e atraiu quase 9 mil visitantes apenas nesse dia. Entretanto, não são as cores nem muito menos o cheiro gostoso que atrai as pessoas. Pelo contrário: de acordo com o site Live Science, é justamente um “odor podre” que faz essa espécie ser tão atrativa.
A Amorphophallus titanium, ou flor-cadáver, leva o apelido em função do cheiro de carne podre que emite para atrair insetos, como moscas e besouros, a fim de garantir a polinização para se reproduzir. Aparentemente, o odor é realmente muito ruim e não se permite ser associado a nada que não seja “morto”. O cheiro desagradável só aparece nos períodos em que a flor desabrocha, o que pode levar vários anos para acontecer. A flor-cadáver é originária da Sumatra, na Indonésia, e é rara. A espécie está ameaçada de extinção em função dos desmatamentos das florestas tropicais. Apresentando centro amarelo com pétalas roxas, é uma das maiores espécies de flores do mundo, podendo chegar a medir quase 2,5 metros de altura. Quando ela desabrocha, na primeira noite, a planta tem a capacidade de aumentar a temperatura de sua parte amarela, chegando aos 36,6 graus Celsius, para ajudar na propagação do mau odor, segundo informações do setor de Ciências Biológicas da Universidade de Ohio. A grande flor gerada pela Amorphophallus concentra uma enorme quantidade de energia, fato que explica o tempo esparso de desabrochamento. E quando a planta atinge esse estágio, não demora muito para a flor morrer e ela voltar à sua forma comum, que é bastante simples. Durante a maior parte da vida de uma flor-cadáver, sua aparência é bem sutil e repete ciclos. Por exemplo, no primeiro ano e meio de vida, enquanto a raiz cresce, só é possível observar uma pequena folha na superfície. Após cada folha que morre, a planta fica dormente por seis meses até que uma nova folha apareça. Assim, vai repetindo ciclos até que a primeira flor desabroche, o que é impossível prever, mas que há registros de que pode levar até 10 anos para acontecer. E isso é tudo o que se sabe sobre as flores-cadáver, pois não se tem muitos estudos sobre essa espécie justamente pela imprevisibilidade de seu ciclo de vida. Não se sabe quantos exemplares ainda restam, o quanto vivem, quantos anos elas precisam ter para que desabrochem, bem como com que frequência e em que época do ano isso acontece. O vídeo abaixo, gravado em time lapse, mostra os 13 dias que a flor ficou em exposição no Jardim Botânico de Nova York. O feito merece atenção por ser a primeira vez que a flor-cadáver desabrocha no local desde que uma muda chegou, em 1939. “De certa forma, me lembra da emoção de assistir a um filme de terror”, disse Marc Hachadourian, diretor das estufas do Jardim Botânico de Nova York. Foi o dia mais movimentado da história do Jardim Botânico, já que acompanhar uma flor-cadáver aberta de perto é algo raro. O cheiro fétido de carniça podre, segundo contam, é inesquecível, e é justamente isso que atrai tantos curiosos. “A expectativa de uma fragrância horrível é realmente emocionante para um monte de gente”, explicou Hachadourian.
O que são doenças de plantas? Doenças de plantas são distúrbios da planta causados por um determinado agente. O ramo da agronomia que estuda as doenças das plantas é a fitopatologia. As doenças de plantas podem ser causadas por diversos tipos de microrganismos: fungos, bactérias, vírus, entre outros. A maioria das doenças de plantas é causada por fungos. O que pode parecer óbvio para uns, para outros é uma novidade: Doenças de plantas nunca poderão causar doenças em animais, e vice-versa. O que pode causar problemas são as toxinas geradas pela ocorrência da doença na planta, podendo intoxicar os seres humanos. Fungos causam doenças? São muitos os tipos de fungos existentes. O cogumelo, por exemplo, é uma parte de um fungo, chamada de corpo de frutificação. Tente imaginar os fungos como vários fios finos, chamados de “hifas”, que penetram nos tecidos da planta, sugando água e nutrientes da planta. Um aspecto básico dos fungos é que sua reprodução é geralmente favorecida pela presença de água, seja da chuva, da irrigação, do orvalho, ou mesmo da umidade do ar. Ou seja, quanto mais água e umidade, mais fungos! Você geralmente não precisa saber qual doença específica a sua planta do jardim tem. Não há necessidade de sabermos qual é o fungo que está atacando determinada planta, já que os meios de controle não são específicos. Causadores de doenças no jardim: São vários os meios de uma doença se espalhar pelas plantas do seu jardim, mas é possível evita-las. As causas mais prováveis estão listadas a seguir: Excesso de água na rega - Causa excesso de umidade e apodrecimento da planta. Má drenagem - Gera acúmulo de água na base da planta. A doença está no ambiente - Impossibilita cultivar certas plantas em algumas regiões. Planta muito sensível - Algumas plantas tendem a sofrer mais ataques de doenças que outras. Planta estressada - Luz, regas, ou podas inadequadas, e falta de nutrientes podem causar enfraquecimento das plantas.. Insetos transmissores -Os pulgões, por exemplo, podem transmitir alguns vírus às plantas. Como evitar as doenças no jardim? Para evitar que seu jardim fique infestado de doenças, alguns são os cuidados que devemos tomar: Regue corretamente - Nem regue nem muito mais, nem muito menos. Ao observar fungos na planta, reduza as regas. Elimine as plantas e ramos doentes - Não adianta, as folhas ou galhos que já foram atingidos não serão mais recuperados. Para evitar que a doença se espalhe ainda mais, corte os galhos e folhas doentes, ou arranque as plantas atingidas. Evite compactar a terra - Procure quebrar os torrões da superfície, adicionar matéria orgânica ao solo, não jogar jatos fortes de água no solo, manter o solo coberto com folhas, pedriscos, ou outros materiais. Adube corretamente as plantas - Com o suprimento total de nutrientes, a planta consegue se defender melhor de ataques de doenças. Deixe sua planta na luz certa - Isso evita condições estressantes à mesma, o que favoreceria o aparecimento de doenças. Evite pulgões - Controle-os com pulverização de caldo de fumo ou de água com detergente. Evite plantas que tem problemas na sua região - Plantas de clima quente, quando plantadas em clima frio, podem contrair mais doenças. Elimine as plantas muito doentes - Não adianta insistir na mesma planta, algumas não podem ser plantadas nas condições do seu jardim. Fonte:http://www.cultivando.com.br
1. Cultive plantas fortes e saudáveis As plantas, assim como as pessoas, crescem melhor, se forem “bem alimentadas”. Os solos férteis, alimentados todos os anos com composto e adubo, produzem plantas fortes e saudáveis, resistentes ao ataque das pragas e das doenças. As variedades locais, adaptadas ao clima e aos solos, também podem ser mais resistentes às pragas e doenças locais. Escolha as melhores plantas na época da colheita para recolher sementes. Não coma os melhores legumes e as safras que amadurecerem primeiro. Ao invés disto, guarde as sementes destas, para que, a cada ano, suas safras melhorem em produção e em resistência às pragas e doenças. 2. Use o controle biológico Observe cuidadosamente que pragas atacam as culturas e que predadores atacam estas pragas. Desta forma, você poderá identificar os predadores úteis, tais como as vespas, as moscas sirfídeas, os planipenes, os pássaros e as rãs. Ao invés de procurar destruir todos os insetos, auxilie e incentive os insetos e os pássaros úteis. As áreas com ervas daninhas podem incentivar os predadores úteis a se multiplicarem. 3. Pesticidas naturais Estes pesticidas são feitos com plantas existentes no local. Na maioria das receitas, é acrescentada uma pequena quantidade de sabão, para fazer com que a solução grude nas folhas. Filtre-as usando um pedaço de pano ou tecido de saco. Aplique os pesticidas na hora do poente, ou logo depois, para causar o mínimo dano possível aos predadores úteis. Use um pulverizador ou regador, ou mergulhe um galho cheio de folhas na solução e salpique as plantas. Receitas para pesticidas naturais Tabaco Pegue dois punhados de folhas secas (200g) ou de pontas de cigarros. Ferva de 15 a 20 minutos em 2 litros de água. Acrescente sabão, misture e deixe esfriar antes de filtrar. Dilua com 5 litros de água. Aplique uma vez por semana. Eficaz contra a broca das hastes do milho, lagartas, afídeos, moscas e gorgulhos, assim como contra carrapatos nos animais. Pimenta-malagueta Pique uma xícara (chávena) de pimenta-malagueta (cuidado para não esfregar os olhos!) Acrescente 2 litros de água Deixe de molho na água por 2 ou 3 dias ou ferva por 15 minutos. Acrescente sabão em pó ou lascas de sabão, misture e filtre. Durante a estação seca, aplique uma vez por semana. Durante a estação das chuvas, aplique três vezes por semana. Eficaz contra as lagartas, os afídeos e as formigas. Piretro Seque meio quilo de flores recém abertas. Esmigalhe as flores secas.. Ferva de 15 a 20 minutos em 2 litros de água Acrescente sabão, misture e filtre antes de usar. Eficaz contra os afídeos, as moscas brancas e as cochonilhas. Você também pode fazer pó de piretro, triturando as flores secas. Polvilhe pela casa, para matar pulgas e percevejos. Mamão Pegue 1kg de folhas de mamoeiro, 2 colheres de chá de querosene e deixe de molho em 10 litros de água por 3 horas. Filtre e salpique as plantas Eficaz contra várias pragas.
Cinzas de madeira e de debulho de arroz Junte as cinzas de debulho de arroz ou madeira queimada (eucalipto e cipreste são as mais eficazes)
Uma solução de alho também é eficaz, o bulbo contém enxofre, que o fungo da ferrugem não gosta. Para preparar, misture duas cabeças de alho (cerca de 110 gramas) com 900 ml de água por cinco a dez minutos no liquidificador. A solução precisa de um pouco de viscosidade para aderir à ferrugem, então acrescente algumas gotas de sabão líquido. Coe através de uma gaze e misture uma parte do líquido com nove partes de água. Depois é só aplicar nas plantas infectadas com um pulverizador. CUIDADO! Tenha muito cuidado ao fazer e usar os pesticidas naturais. Use uma panela velha, que não seja mais usada para cozer alimentos e mantenha-a bem longe das crianças. Use luvas ou sacos de plástico nas mãos. Qualquer planta tratada com os pesticidas naturais devem ser lavadas com água antes de ser usada.Fonte: http://tilz.tearfund.org
Preservar o meio ambiente é fundamental para manter a saúde do planeta e de todos os seres vivos que moram nele. Para celebrar o esforço em proteger os recursos naturais, comemoramos hoje o Dia Mundial do Meio Ambiente e da Ecologia. A ecologia é a ciência que estuda as relações entre os seres vivos e os meios onde vivem. A palavra deriva do grego oikos, que significa lugar onde se vive, ou seja, meio ambiente. Os seres humanos só conseguem sobreviver graças à natureza. Afinal, usamos os animais e plantas para nos alimentar, água para beber e tomar banho, e muitos outros recursos que nem percebemos. Você já pensou que a cadeira onde sentamos é feita de madeira, que veio de uma árvore? Grande parte das roupas é feita de algodão, que também vem de uma planta. Proteger a natureza não é só cuidar da Mata Atlântica, mas sim preservar cada lugar por onde passamos e cada ser vivo que encontramos pelo caminho. Na luta para salvar o planeta, todos podem participar. Nunca é cedo nem tarde demais para fazer sua parte. Separar o lixo reciclável do orgânico (não reciclável) é uma medida rápida e simples que ajuda a diminuir em até 40% a quantidade de material que vai parar nos lixões. Uma latinha que se joga na rua, por exemplo, pode parecer apenas uma latinha. Mas, somada com outras, chega a entupir bueiros e causar enchentes. Por isso, se cada um ajudar um pouquinho, o planeta agradece de montão! Fonte: http://www.comerciodojahu.com.br
Reutilize os saquinhos de chá e seja mais sustentável no dia-a-dia Evite produtos químicos para limpeza e ainda economize um pouco de dinheiro. É só reutilizar os saquinhos e as folhas secas do chá Sabe aqueles saquinhos que você usa para fazer o seu chá? Agora você também pode usá-los para realizar algumas tarefas comuns do cotidiano. Acompanhe abaixo dicas sobre como reutilizar o saquinho e o próprio chá que sobra dentro dele. Em alguns casos, é melhor utilizar as folhas secas do chá. Acompanhe: -Remover manchas do banheiro: para remover aquelas manchas nos azulejos do banheiro, aplique alguns saquinhos de chá usados e deixe-os em contato com as manchas por alguns minutos. Quanto pior a mancha, mais tempo você deve deixar os saquinhos no local; -Refrescar tapetes: crianças brincando, animais domésticos dormindo e clima instável são fatores que deixam seu tapete com um mau cheiro terrível. Para você reverter isso, basta colocar um punhado de folhas secas de chá no tapete e deixá-las descansando por cerca de 10 minutos. Depois disso, retire as folhas e passe o aspirador de pó para retirar as sobras; -Amaciar carnes: o vinho tinto usado constantemente para amaciar as carnes é considerado caro. Quem diria que um saquinho de chá pode ter o mesmo efeito? Isso porque o chá contém taninos naturais, com funções amaciantes. Molhe o saquinho de chá em água fervente por cerca de 5 minutos. Misture meia xícara de açúcar mascavo na água até que ele se dissolva no líquido. Na sequência, coloque o conteúdo na carne. Espere alguns minutos e cozinhe como você faria normalmente; -Limpar espelhos: deixe os produtos de limpeza de lado e utilize o chá para remover gorduras e sujeiras dos espelhos. Para fazer isso, basta você preparar uma xícara com um ou dois saquinhos de chá usados. Utilize um pano para efetuar a limpeza dos espelhos com essa mistura; -Fertilizar as plantas: se você quer deixar suas plantas fortes e suas flores lindas, faça um fertilizante a base de chá. Ele é rico em nitrogênio, um componente crucial para o crescimento de uma planta por contribuir com a fotossíntese e a formação de proteínas. Para produzi-lo, é necessário adicionar alguns saquinhos de chá ao solo do seu jardim. Se você não gosta do efeito visual que os saquinhos causam, basta retirar o conteúdo e depositá-lo no mesmo local. Outra possibilidade é utilizar folhas secas do chá. Pronto, o solo do seu jardim terá maior condição de proporcionar um bom crescimento para as plantas. Os saquinhos de chá são compostáveis, portanto, não há problema em colocá-los na terra. Fonte: ecycle.com.br
Aprenda algumas receitas fáceis de como produzir seu próprio sabão, que além de economizar, ajuda o meio ambiente Por muito tempo as pessoas descartavam o óleo de cozinha usado nas redes de esgoto. Quando isso é feito, muitos litros de óleo entram em contato com águas limpas de rios e solos e com o passar do tempo essa prática pode prejudicar os encanamentos, causando o entupimento e o mal funcionamento das estações de tratamento, além da contaminação de milhares de litros de água. A bióloga Aline Bento explica que a prática de descarte de óleo usado nas redes de esgoto é muito perigosa. “Para limpar o encanamento que entope por conta do óleo, é preciso utilizar produtos químicos muito fortes que podem ter efeito negativo no meio ambiente. Além disso, ao decorrer dos anos, foi notado que a grande quantidade de óleo descartada formava uma fina camada em cima das águas em que entrava em contato, impedindo a entrada de luz solar e colocando em risco a vida de seres aquáticos. Estudos mostram que um litro de óleo vegetal descartado incorretamente pode poluir mais de 20 mil litros de água”. Por isso, há alguns anos as pessoas começaram a ter a consciência de que o óleo vegetal usado tinha que ser descartado de forma que não poluísse o meio ambiente. Em várias cidades do país, empresas especializadas e até mesmo associações fazem campanhas e são responsáveis pela coleta do óleo vegetal já utilizado. Este óleo pode ser reciclado e se transformar em sabão, por exemplo. “A reciclagem do óleo vegetal é uma ação muito importante para o meio ambiente. Nos dias atuais, evitar a contaminação de milhares de litros de água se torna uma ação fácil. E quando os produtos utilizados são elementos de descarte, além de economizar, isso ajuda a natureza”, acrescenta a bióloga. Existem diversas receitas para fazer sabão caseiro, a grande maioria delas usando óleo. Confira a seguir uma lista que pode ser grande aliada na hora de fazer seu próprio sabão. Sabão caseiro: 10 receitas descomplicadas Em todas as receitas é muito importante lembrar que a soda cáustica é um produto tóxico e corrosivo, precisa ser manuseada com cuidado e utilizando luvas, máscara e óculos de proteção. No processo para diluir a soda em qualquer produto líquido, a mistura solta um gás que pode ser tóxico, por isso, tome muito cuidado. Mantenha sempre as crianças longe da preparação dos sabões. Todas as receitas usam produtos tóxicos ou quentes. 1. Sabão líquido com óleo e álcool: o mais rápido 2 litros de óleo de cozinha usado 2 litros de álcool 1/2 kg de soda em flocos ou escamas Em um balde misture o álcool e a soda, depois, acrescente o óleo e mexa até fica homogêneo. Aguarde aproximadamente 30 minutos e acrescente dois litros de água fervente e dissolva o conteúdo. Depois, misture 20 litros de água em temperatura natural. Guarde em recipientes. Este sabão é ótimo para limpeza geral. 2. Sabão em barra com óleo e álcool: o mais famoso 1 kg de soda cáustica em flocos 2 litros de água 4 litros de óleo de cozinha 1 litro de álcool 5 ml de essência Se preferir, você pode colocar elementos decorativos, como ervas aromáticas, especiarias, flores secas, conchas etc. Coloque no balde a soda cáustica e adicione lentamente 2 litros de água quente. Misture com muito cuidado utilizando a colher de pau até a soda cáustica dissolver completamente. Junte os 4 litros de óleo e continue mexendo por 20 minutos. Acrescente o álcool e a essência. Se quiser, este é o momento para colocar elementos de decoração. Misture até obter uma pasta consistente. Despeje o conteúdo em um caixote de madeira forrado com um pano ou em formas, espalhe bem e acomode a pasta dentro do recipiente. Deixe secar por no mínimo 24 horas. Após a secagem, corte o sabão no tamanho desejado e enrole os pedaços em papel filme. 3. Sabão com óleo e amaciante: o mais cheiroso 5 litros de óleo de cozinha usado 2 litros de água 200 ml de amaciante para roupas 1 kg de soda cáustica em flocos Coloque a soda cáustica em um balde, em seguida, coloque a água fervendo e mexa até que a soda seja diluída. Acrescente o óleo aos poucos, em seguida coloque o amaciante e misture bem. Coloque em recipiente para secar e depois corte em tabletes. 4. Sabão com álcool, óleo e sebo: o mais trabalhoso 5 litros de água 4 litros de sebo derretido 4 litros de álcool combustível 2 litros de óleo de cozinha 1 kg de soda cáustica em flocos ou escamas 500 ml de desinfetante a base de eucalipto 30 ml de essência aromatizante Em uma vasilha plástica grande coloque a água e a soda até dissolver bem. Acrescente o álcool mexendo sempre com um pedaço de madeira e devagar. Cuidado para não derramar a mistura sobre a pele. Junte o desinfetante sem parar de mexer. Adicione o óleo aquecido mexendo sempre, após alguns minutos acrescente devagar o sebo derretido. Mexa por aproximadamente 45 minutos ou até formar uma substância parecida com parafina. Coloque a essência e mexa por mais 5 minutos. Despeje em uma forma para esfriar por aproximadamente 12 horas. 5. Sabão com óleo e detergente: o mais econômico 6 litros de óleo usado 1 litro de soda cáustica líquida 1 litro de detergente de coco Despeje todo o conteúdo em um recipiente plástico. Não mexa. Despeje o conteúdo em outro recipiente e troque de recipiente, passando de um para o outro por quatro vezes. Não passe mais vezes, pois a mistura endurece e fica difícil tirar do recipiente. Despeje em uma caixa de papelão e espere até secar 6. Sabão com óleo e coco: o sabão de coco caseiro 2 litros de óleo de cozinha 500g de soda cáustica 2 cocos secos frescos 700 ml de água 125 ml de álcool Bata no liquidificador a água e o coco até virar uma massa de grãos bem finos ou um creme homogêneo. Ferva este creme até reduzir a 3/4 da quantidade inicial, transformando-o em um creme de coco. Esquente o óleo em uma panela, e coloque junto com o creme de coco em um balde. Acrescente a soda cáustica e misture até diluí-la completamente. Misture o álcool e mexa por 40 minutos. Despeje o conteúdo em um recipiente liso forrado com papel manteiga. Aguarde endurecer e corte em tabletes. 7. Sabão em garrafa PET: o mais seguro 1 litro de óleo de cozinha usado 200 ml de água 240 ml de soda cáustica líquida Utilizando um funil, coloque dentro da garrafa pet o óleo, a água e por último a soda cáustica. Balance um pouco a garrafa para que os produtos se misturem e tampe. Aguarde até que endureça, corte a garrafa em fatias do tamanho desejado e desenforme o sabão. 8. Sabão de abacate: o que pode ser usado na pele 5 kg de polpa de abacate 1/2 kg de sebo derretido ou banha 400 g de soda cáustica 150 g de breu (encontrado em ferragens ou casas de produtos químicos) Quando o abacate estiver maduro, corte-o no meio e separe o caroço e a casca da massa. Coloque toda a massa em uma vasilha limpa e acrescente a soda, o sebo e o breu. Mexa durante uma hora. Coloque numa caixa forrada com plástico ou em formas e deixe no mínimo 24 horas para secar. Corte em barras. Para obter maior consistência, deve-se acrescentar duas ou três colheres de sopa de farinha de milho ou cinzas. Antes de usar na pele, espere pelo menos um mês, o tempo faz com que o poder corrosivo da soda cáustica neutralize. O abacate possui óleos importantes, benéficos para a pele. 9. Sabão de cinzas: o melhor para lavar roupas brancas 5 kg de sebo 2,5 kg de cinzas 5 litros de água 1/2 kg de soda cáustica Derreta o sebo em fogo baixo até ficar uniforme. Ferva a água com as cinzas por 4 horas, deixe que elas assentem e use somente a água para juntar ao sebo. Mexa bem. Junte a soda bem devagar e já fora do fogo mexa bem até dissolver. A cinza tem um alto poder branqueador. Para clarear panos de prato e toalhas de banho coloque-as de molho ensaboadas em um balde com uma “trouxinha” de cinzas. Lave normalmente no dia seguinte. 10. Sabão de erva doce e limão: nem óleo, nem soda 50g de erva doce 1 litro de água 1 sabão de coco ou caseiro 1 colher de sal 1 casca de limão Liquidifique o limão e o sal em pouca água, coe em um coador de pano e reserve. Rale o sabão e coloque para ferver junto com a água e a erva doce até que formem uma mistura única. Lembre-se de não usar uma panela de alumínio. Quando o sabão derretido estiver morno, misture o suco da casca de limão e coe tudo. Mexa devagar e guarde em um pote fechado por uma semana antes de usar. Vale lembrar que é imprescindível tomar todo cuidado possível ao preparar as receitas com água quente e soda cáustica para evitar acidentes domésticos. A soda é um corrosivo e pode causar danos gravíssimos. Fonte: dicasdemulher.com.br
A cultura popular brasileira é rica em dicas para o controle ou repelência de pragas de plantas, da casa do homem e de seus produtos. A maior parte das pragas atacam geralmente na primavera, período de fertilidade e de grande atividade na natureza. Elas causam vários estragos nas plantas, além de favorecer o surgimento de doenças, principalmente fúngicas. As pragas geralmente se tornam um problema mais sério quando há um desequilíbrio ecológico no sistema onde a planta está inserida. Outras situações que podem favorecer o seu surgimento são desequilíbrios térmicos, excesso ou escassez de água e insolação inadequada. Principais pragas e algumas dicas naturais de controle Pulgões Os pulgões podem ser pretos, marrons, cinzas e até verdes. Alojam-se as folhas mais tenras, brotos e caules, sugando a seiva e deixando as folhas amareladas e enrugadas. Em grande quantidade podem debilitar demais a planta e até transmitir doenças perigosas. Podem aparecer em qualquer época do ano, mas os períodos mais propícios são a primavera, o verão e o início do outono. Precisam ser controlados logo que notados, pois multiplicam-se com rapidez. Dica - As joaninhas são predadoras naturais dos pulgões. Um chumaço de algodão embebido em uma mistura de água e álcool em partes iguais ajuda a retirar os pulgões das folhas e isso pode ser feito semanalmente; aplique calda de fumo ou macerado de urtiga.
Cochonilhas As cochonilhas são insetos minúsculos, geralmente marrons ou amarelos, que alojam-se principalmente na parte inferior das folhas e nas fendas. Além de sugar a seiva da planta, as cochonilhas liberam uma substância pegajosa que facilita o ataque de fungos, em especial, o fungo fuliginoso. Dá para perceber sua presença quando as folhas apresentam uma crosta com consistência de cera. Algumas cochonilhas apresentam uma espécie de carapaça dura, que impede a ação de inseticidas em spray. Neste caso, produtos à base de óleo costumam dar melhores resultados, pois formam uma capa sobre a carapaça, impedindo a respiração do inseto. A calda de fumo costuma dar bons resultados também. Dica - as joaninhas também são suas predadoras naturais, além de certos tipos de vespas; calda de fumo e a emulsão de óleo são os métodos naturais mais eficientes para combatê-las; deve-se evitar o controle químico mas, quando necessário em casos extremos, normalmente são usados óleo mineral e inseticida organofosforado. Moscas Brancas São insetos pequenos e, como diz o nome, de coloração branca. Não é difícil a notar a sua presença ao esbarrar numa planta infestada por moscas brancas, dá para ver uma pequena revoada de minúsculos insetos brancos. Costumam localizar-se na parte inferior das folhas, onde liberam um líquido pegajoso que deixa a folhagem viscosa e favorece o ataque de fungos. Alimentam-se da seiva da planta. As larvas deste inseto, praticamente imperceptíveis, também alojam-se na parte inferior das folhas e, em pouco tempo, causam grande infestação. Dica - é difícil eliminá-las, por isso muitas vezes é preciso aplicar insetidas específicos para plantas. Quando o ataque é pequeno, o uso de plantas repelentes como tagetes ou cravo-de-defunto (Tagetes sp), hortelã (Mentha sp), calêndula (Calendula officinalis), arruda (Ruta graveolens) costuma dar bons resultados.
Lesmas e caracóis Normalmente atacam à noite, furando e devorando folhas, caules e botões florais, mas também podem atingir as raízes subterrâneas. Dica - besouros e passarinhos são seus predadores naturais. Uma boa forma de eliminá-los é usar armadilhas, feitas com isca de cerveja para atraí-los. Faça assim: tire a tampa de uma lata de azeite e enterre-a deixando a abertura no nível do solo. Coloque dentro um pouco de cerveja misturada com sal. As lesmas e os caracóis caem na lata atraídas pela cerveja e morrem desidratados pelo sal. Lagartas Costumam atacar mais as plantas de jardim mas, em alguns casos, também podem danificar as plantas de interior. Fáceis de serem reconhecidas, as lagartas costumam enrolar-se nas folhas jovens e literalmente comem brotos, hastes e folhas novas, formando uma espécie de teia para proteger-se. Todas as plantas que apresentam folhas macias estão sujeitas ao seu ataque. As chamadas taturanas são lagartas com pêlos e algumas espécies podem queimar a pele de quem as toca. Caso não apresente um ataque maciço, o controle das lagartas deve ser manual, ou seja, devem ser retiradas e destruídas uma a uma, lembrando que é importante usar uma proteção para a que a lagarta não toque na pele. A Calda de Angico ajuda a afastar as lagartas e não prejudica a planta. O uso de plantas repelentes, como a arruda, pode ajudar a mantê-las afastadas. Dicas - aves e pequenas vespas são suas inimigas naturais. É preciso lembrar que sem as lagartas, não tem borboletas. Ao eliminá-las completamente, se está privando da beleza e da graça desses belos seres alados. Mais uma vez, o equilíbrio é a chave.
Ácaros O tipo de ácaro mais comum é conhecido como ácaro-vermelho, tem a aparência de uma aranha de cor avermelhada. Ataca flores, folhas e brotos, deixando marcas semelhantes à ferrugem. O ataque de ácaros diminui o ritmo de crescimento, favorece a má formação de brotos e, em caso de grande infestação, pode matar a planta. Ambientes quentes e secos favorecem o desenvolvimento dessa praga. Apesar de quase invisíveis a olho nu, sua presença é denunciada pelo aparecimento de uma teia fina. Costuma atacar mais as plantas envasadas do que as que estão em canteiros. Dicas - uma boa dica é borrifar a planta com água, regularmente, já que este inseto não gosta de umidade. Casos mais severos exigem que as partes bem atacadas sejam retiradas; a Calda de Fumo ajuda a controlar o ataque.
Percevejos São mais conhecidos como maria-fedida ou fede-fede, pois exalam um odor desagradável quando se sentem ameaçados. Seu ataque costuma provocar a queda de flores, folhas e frutos, prejudicando novas brotações. Dica - vespas são suas predadoras naturais. Devem ser removidos manualmente, um a um; se o controle manual não surtir efeito, a Calda de Fumo pode funcionar como um repelente natural.
Tatuzinhos Os tatuzinhos são muito comuns nos jardins com umidade excessiva, são também conhecidos como tatus-bolinha, pois se enrolam como uma bolinha quando são tocados. Vivem escondidos e alimentam-se de folhas, caules e brotos tenros, além de transmitir doenças às plantas. Dica - evitar a umidade excessiva em vasos e canteiros. Devem ser retirados manualmente e eliminados um a um.
Nematoides São parentes das lombrigas e atacam pelo solo. As plantas afetadas apresentam raízes grossas e cheias de fendas. Num ataque intenso, provocam a morte do sistema radicular e, conseqüentemente, da planta. Algumas plantas dão sinais em sua parte aérea, mostrando sintomas do ataque de nematoides: as dálias, por exemplo, podem apresentar áreas mortas, de coloração marrom, nas folhas mais velhas. Dica - o melhor repelente natural é o plantio de tagetes (o popular cravo-de-defunto) na área infestada. Se o controle ficar difícil, é indicado eliminar a planta infestada do jardim, para evitar a proliferação.
Formigas As formigas cortadeiras (Atta spp e Acromyrmex spp) são as que mais causam estragos. Elas cortam as folhas para levá-las ao formigueiro, onde servem de nutrição para os fungos, os verdadeiros alimentos das formigas. Dica - um bom método natural para espantar as formigas e espalhar sementes de gergelim em torno dos canteiros. Além disso, o gergelim colocado sobre o formigueiro, intoxica o tal fungo e ajuda a eliminar o ninho das formigas. Em ataques maciços, recomenda-se o uso de iscas formicidas, à venda em casas especializadas em produtos para jardinagem. As formigas carregam a isca fatal para o formigueiro. Existem também receitas caseiras: Uma delas utiliza pão velho em fatias, torradas no forno. Depois de frias, pincele-as levemente com vinagre de vinho e deixe-as secar ao sol. À noite e em períodos de tempo seco, esfarele o pão pelo local onde passam as formigas, que carregarão o material para o ninho. O vinagre, em contato com o fungo que as formigas produzem, transforma-se em toxinas. Outra dica é espalhar sementes de gengibre no local, mas a entrada do formigueiro deve ser tampado após as sementes serem carregadas, pois as formigas podem levá-las de volta à superfície. Algumas receitas com produtos naturais para controle biológico de pragas Alho Indicação - o extrato do alho pode ser utilizado na agricultura como defensivo agrícola, tendo ampla ação contra pragas e moléstias. Segundo vários pesquisadores, quando adequadamente preparado tem ação fungicida, combatendo doenças como míldio e ferrugens; tem ação bactericida e controla insetos nocivos como a lagarta da maçã, pulgão, etc. Sua principal ação é de repelência sobre as pragas, sendo inclusive recomendado para plantio intercalar de certas fruteiras como a macieira, para repelir pragas. Características e preparo - no Brasil o uso do alho está restrito ainda a pequenas áreas, como na agricultura orgânica, enquanto que em outros países como nos Estados Unidos, pela possibilidade de empregar o óleo de alho, obtido através de extração industrial, já é possível empregá-lo em larga escala em cultivos comerciais. Uma fórmula para o preparo de um defensivo com alho compreende a mistura de 1,0 kg de alho + 5,0 litros de água + 100 gramas de sabão + 20 colheres (de café) de óleo mineral. Os dentes de alho devem ser finamente moídos e deixados repousar por 24 horas, em 20 colheres de óleo mineral. Em outro vasilhame, dissolve-se 100 gramas de sabão (picado) em 5 litros de água, de preferência quente. Após a dissolução do sabão, mistura-se a solução de alho. Antes de usar filtra-se e dilui-se a mistura com 20 partes de água. As concentrações são variáveis de acordo com o tipo de pragas que se quer combater (Stoll, 1989). Quando pulverizado sobre as plantas depois de 36 horas não deixa cheiro, nem odor nos produtos agrícolas.
Chá de Cavalinha(Equisetum arvense ou E. giganteum) Indicação - é muito indicada e empregada na horticultura orgânica para aumentar a resistência das plantas contra insetos nocivos em geral. Preparo e aplicação - ingredientes: 100 gramas de cavalinha seca ou 300 gramas de planta verde; 10 litros de água para maceração e 90 litros de água para diluição. Preparo: ferver as folhas de cavalinha em 10 litros de água por 20 minutos. Diluir a calda resultante em 90 litros de água. Aplicação: regar ou pulverizar as plantas, alternando com a urtiga. Fonte: Geraldo Deffune, 1992.
Confrei Indicação - combate a pulgões em hortaliças e frutíferas e adubo foliar. Preparo e aplicação - ingredientes: 1,0 kg de confrei e água para diluição. Preparo: utilizar o liquidificador para triturar 1 quilo de folhas de confrei com água ou então deixar em infusão por 10 dias. Acrescentar 10 litros de água. Aplicação: pulverizar periodicamente as plantas.
Fumo (nicotina) Indicação - a nicotina contida no fumo é um excelente inseticida, tendo ação de contato contra pulgões, tripes e outras pragas. Quando aplicada como cobertura do solo, pode prevenir o ataque de lesmas, caracóis e lagartas cortadeiras, porém pode prejudicar insetos benéficos do solo como as minhocas. 0 fumo em pó sobre os vegetais é um defensivo contra pragas de corpo mole, como lesmas e outras, sendo menos tóxico se empregado nesta forma. Na agricultura orgânica seu emprego deve ser precedido de autorização do orgão certificador . Características - a calda pronta pode ser acrescida de sabão e cal hidratada, melhorando a sua atividade e persistência na folha. Quando a nicotina é exposta ao sol, diminui sua ação em poucos dias. A adição de algumas gotas de fenol, é recomendada para manter suas características iniciais. A colheita do vegetal tratado deve ser feita, somente 3 dias após a aplicação do fumo. Não deve ser empregado o fumo em plantas da família da batata ou tomate (Solanaceae). 0 tratamento com concentrações acima do recomendado, pode causar danos para muitas plantas. A nicotina bem diluída apresenta baixo risco para o homem e animais de sangue quente e 24 horas depois de pulverizada, torna-se inativa. No entanto, em elevada concentração é tóxica para o ser humano e pode afetar os inimigos naturais. 0 seu preparo e aplicação requerem cuidados. No caso de hortaliças e medicinais, aconselha-se respeitar um intervalo mínimo de 3 dias antes do consumo. Devido ao seu alto poder inseticida, o seu emprego na agricultura orgânica é bastante restrito. Receita 1 - para controle de pulgões, cochonilhas, grilos, vagalumes Ingredientes: 15 a 20 cm de fumo de corda e água. Preparo: Coloque o fumo de corda deixando de molho durante 24 horas, com água suficiente para cobrir o recipiente. Aplicação: Para cada litro de água, use 5 colheres (de sopa) dessa mistura, usando no mesmo dia.
Receita 2 -controle de lagartas e pulgões em plantas frutíferas e hortaliças. Ingredientes: 100 g de fumo em corda, 1 litro de álcool e 100 g de sabão. Preparo: misture 100 g de fumo em corda cortado em pedacinhos com 1 litro de álcool. Junte 100 g de sabão e deixe curtir por 2 dias. Aplicação: para pulverizar plantas utilize 1 copo do produto em 15 litros de água. Receita 3 - controle de vaquinhas, pulgões, cochonilhas, lagartas. Ingredientes: 1 pedaço de fumo de corda (10 - 15 cm), 0,5 litros de álcool, 0,5 litros de água e 100 g de sabão em barra. Preparo: corte o fumo em pequenos pedaços e junte a água e o álcool. Misture em um recipiente deixando curtir durante 15 dias. Decorrido esse tempo, dissolva o sabão em 10 litros de água e junte com a mistura já curtida de fumo e álcool. Aplicação: pode ser aplicado com pulverizador ou regador. No caso de hortaliças, aconselha-se respeitar um intervalo mínimo de 3 dias antes da colheita. Receita 4 - controle de pulgões, vaquinhas, cochonilhas. Ingredientes: 20 colheres ( sobremesa) de querosene, 3 colheres (sopa) de sabão em pó, 1 litro de calda de fumo e 10 litros de água. Preparo e Aplicação: para o preparo da água de fumo coloque 20 gramas de fumo de rolo bem forte e picado em 1 litro de água, fervendo essa mistura durante 30 minutos. Após, coá-la em pano fino, adicione 3-4 litros de água limpa e utilize o produto obtido no mesmo dia. Em seguida, aqueça 10 litros de água e junte 20 colheres (de sobremesa) de querosene e 3 colheres (de sopa) de sabão em pó. Deixe esfriar em temperatura ambiente e adicione então 1 litro de calda de fumo. Receita 5 - controle de pulgões, lagartas e tripes. Ingredientes: 1,0 kg de folhas trituradas de fumo em 15 litros de água por 24 horas. Preparo: a solução é coada e adicionado um pouco de sabão. Aplicação: pulverizada conforme a receita acima ou no solo na forma de pó feito com folhas secas ou pedaços de folhas colocadas no chão em cobertura. Neem (Nim) (Azadirachta indica) Indicação: pragas de hortaliças, traças, lagartas, pulgões, gafanhotos, etc. Recomendada como inseticida e repelente de pragas em geral. É uma das plantas de maior potencial no controle de pragas, atuando sobre 95% dos insetos nocivos. Já é utilizada comercialmente em vários países do mundo. Tem como princípio ativo Azadiractina, podendo ser aproveitado as suas folhas e frutos para extrair esse ingrediente ativo de largo emprego inseticida. Nas doses recomendadas é um produto sem efeitos de toxicidade ao homem e aos animais. Receitas - Óleo de Nim é empregado na dosagem de 0,5% (0,5 litro em 100 litros de água) pulverizado sobre as folhagens e frutos. No caso do emprego de sementes, o procedimento é o seguinte: 25-50 g de sementes moídas (amarradas em um pano); 1 litro de água, deixando repousar por 1 dia. Indicação: lagarta do cartucho, lagartas das hortaliças, gafanhoto. 5 Kg de sementes secas e moídas; 5 litros de água e 10 g de sabão. Colocar os 5 quilos de sementes de Neem moídas em um saco de pano, amarrar e colocar em 5 litros de água. Depois de 12 horas, espremer e dissolver 10 gramas de sabão neste extrato. Misture bem e acrescente água para obter 100 litros de preparado. Aplique sobre as plantas infestadas, imediatamente após preparado. O prensado de Neem pode ser utilizado misturando-se com o solo na base de 1a 2 t/ha. Esta medida protege as berinjelas contra minadoras e tomates contra nematoides e septorioses.
Pimenta Malagueta Indicação - a pimenta (vermelha ou malagueta) pode ser empregada como um defensivo natural em pequenas hortas e pomares. Tem boa eficiência quando concentrada e misturada com outros defensivos naturais, no combate a pulgões, vaquinhas, grilos e lagartas. Obedecer um período de carência mínima de 12 dias da colheita, para evitar obter frutos com forte odores. Receita 1 ingredientes: 50 g de fumo de rolo, picado + 1 punhado de pimenta vermelha + 1 litro de álcool + 250 g de sabão em pó. Preparo: dentro de 1 litro de álcool, coloque o fumo e a pimenta, deixando essa mistura curtir durante 7 dias. Para usar essa solução, dilua o conteúdo em 10 litros de água contendo 250 gramas de sabão em pó dissolvido ou então, detergente, de modo que o inseto grude nas folhas e nos frutos. No caso de hortaliças e medicinais, aconselha-se respeitar um intervalo mínimo de 12 dias antes da colheita. Receita 2 ingredientes: 500 g de pimenta vermelha (malagueta) + 4 litros de água + 5 colheres (de sopa) de sabão de coco em pó. Preparo: bater as pimentas em um liquidificador com 2,0 litros de água até a maceração total. Coar o preparado e misturar com 5 colheres (de sopa) de sabão de coco em pó, acrescentando então os 2,0 litros de água restantes. Aplicação: pulverizar sobre as plantas atacadas.
Primavera/Maravilha(Bougainvillea spectabilis / Mirabilis jalapa) Indicação - método eficiente para imunizar mudas de tomate contra o vírus do vira cabeça do tomateiro. Preparo de aplicação - utilizar a quantidade de 1 litro de folhas maduras e lavadas de primavera ou maravilha (rosa ou roxa) e 1 litro de água. Juntar estes ingredientes e bater no liquidificador. Coe com pano fino de gaze e dilua em 20 litros de água. Pulverize imediatamente (em horas frescas). Não pode ser armazenado. Aplicar em mudas de tomateiros 10 dias após a germinação (2 pares de folhas) e repetir a cada 2 a 3 dias até a idade de 45 dias.
Urtiga Indicação - planta empregada na agricultura orgânica, principalmente na horticultura para aumentar a resistência e no combate a pulgões. Preparo e aplicação - 2 Ingredientes: 500 g de urtiga fresca ou 100 g de urtiga seca e 10 litros de água. Preparo: Colocar 500 gramas de urtiga fresca ou 100 gramas de urtiga seca em 10 litros de água por dois dias ou então deixar curtir por quinze dias. Aplicação: a primeira forma de preparo para aplicação imediata sobre as plantas atacadas. A segunda, deve ser diluída, sendo uma parte da solução concentrada para 10 partes de água.
Plantas Benéficas Há na vegetação natural plantas que servem de abrigo e reprodução dos insetos que se alimentam das pragas. O manejo correto destas ervas e da adubação verde permitirá o incremento da fauna benéfica e o controle biológico natural. Dentre as plantas que servem para o manejo ecológico, estão a Ageratum conyzoides (mentrasto), Raphanus raphanistrum (nabo forrageiro), Euphorbia brasilensis (erva-de-santa-luzia), Sorghum bicolor (sorgo granífero) e em segundo lugar: Portulaca oleracea (beldoega), Amaranthus deflexus (caruru rasteiro, caruru). No caso do sorgo, suas panículas em flor favorecem o abrigo e a reprodução de insetos e ácaros benéficos, como o percevejo Orius insidiosus, predador de lagartas, ácaros e tripes da cebola. Outras plantas fornecem o pólen como alimento para os ácaros predadores e néctar para as vespinhas parasitas de pragas. Para vários pesquisadores, pode ser constituído na propriedade um programa de manejo ecológico com mentrasto e outras plantas que vegetam bem verão e início do outono, complementadas com o plantio no inverno de nabo forrageiro ou o sorgo. Há no entanto, plantas que são desfavoráveis à preservação e aumento de inimigos naturais das pragas, como: mamona, capim fino, grama seda, capim amargoso, guanxuma, tiririca, brachiária, picão branco, carrapicho carneiro, etc. Plantas Companheiras A instalação de linhas de plantas companheiras pode ser benéfico em pequenas áreas para a repelência de pragas nocivas. Entre outras, são conhecidos os efeitos repelentes das seguintes plantas, bastante comuns: Alecrim repele borboleta da couve e moscas da cenoura. Hortelã repele formigas, ratos e borboleta da couve. Mastruço repele afídeos e outros insetos. Tomilho repele borboleta da couve. Sálvia repele mariposa do repolho. Urtiga repele percevejo do tomate. O plantio da Trefosia candida, por conter o princípio ativo da rotenona, vem sendo recomendado para a formação de barreira vegetal contra pragas, servindo também como quebra-ventos. Outras plantas como a erva cidreira e o girassol são também indicadas para repelir pragas dos cultivos. O gergelim é outra planta útil, que é cortado e levado pelas saúvas, intoxicando o fungo que elas se alimentam. Produtos Orgânicos Cinzas - a cinza de madeira é um material rico em potássio, muito recomendado na literatura mundial para controle de pragas e até algumas doenças. Pode ser aplicado na mistura com outros produtos naturais. Receita 1 - Para o combate a lagartas e vaquinhas dos melões. Preparo e aplicação: Testar nas condições locais a seguinte fórmula: 0,5 copo de cinza de madeira, 0,5 copo de cal virgem e quatro litros de água. A cinza deve ser colocada antes em água, deixando repousar pelo menos 24 horas, coada, misturada com a cal virgem hidratada e pulverizada. Para o preparo de maiores quantidades de calda, pode ser preparado: 1,0 kg. de cinza de madeira + 1,0 kg de cal e 100 litros de água. A adição de soro de leite (1 a 2%) na mistura de cinza com água pode favorecer o seu efeito no combate contra pragas e moléstias. Receita 2 - Para combater insetos sugadores e larva minadora. Preparo e aplicação: testar nas condições locais a receita: 0,5 kg de cinzas de madeira, deixando descansar 24 horas em quatro litros de água. Coar e acrescentar seis colherinhas (café) de querosene. Misturar e aplicar preventivamente. Farinha de Trigo Indicação - a farinha de trigo de uso doméstico pode ser efetiva no controle de ácaros, pulgões e lagartas em horta domésticas e comunitárias. Preparo e Aplicação: o seu emprego é favorável em dias quentes e secos, com sol. Aplicar de manhã em cobertura total nas folhas. Mais tarde, as folhas secando com o sol, forma uma película que envolve as pragas e caem com o vento. Ela pode ser pulverizada em vegetais sujeitos ao ataque de lagartas. Preparo: diluir 1 colher de sopa (20 g) em 1,0 litro de água e pulverize nas folhas atacadas. Repetir depois de 2 semanas Leite Indicação - o leite na sua forma natural ou como soro de leite é indicado para controle de ácaros e ovos de diversas lagartas, atrativo para lesmas e no combate de várias doenças fúngicas e viróticas. O seu emprego é recomendado para hortas domésticas e comunitárias. Preparo e recomendações: um dos métodos recomendados, é diluir 1 litro de leite em 3 a 10 litros de água e pulverizar as plantas. Repetir depois de 10 dias para doenças e 3 semanas quando aplicado contra insetos. A mistura de leite azedo com água e cinza de madeira, é citado como efetivo no controle de míldio. Há indicações do uso do leite como atrativo para lesmas. Distribuir no chão, ao redor das plantas, estopa ou saco de amiagem molhado com água e um pouco de leite. De manhã, virar a estopa ou o saco utilizado e mate as lesmas que se reuniram embaixo. Pode ser utilizado como fungicida no pimentão, pepino, tomate, batata. Sem contra-indicação para hortaliças. Preparar mistura com: 2,5 litros de leite, 1,5 kg de cinza de madeira, 1,5 kg de esterco fresco de bovino e 1,5 kg de açúcar. Aplicar no tomate a cada 10 dias, aplicar no café a cada 15 a 30 dias. Sabão e suas Misturas Indicação - o sabão (não detergente) tem efeito inseticida e quando acrescentado em outros defensivos naturais pode aumentar a sua efetividade. O sabão sozinho tem bom efeito sobre muitos insetos de corpo mole como: pulgão, lagartas e mosca branca. A emulsão de sabão e querosene é um inseticida de contato, que foi muito empregado no passado, contra insetos sugadores, sendo indicada para combate aos pulgões, ácaros e cochonilhas. Características de emprego: o preparo mais comum consiste em dissolver, mexendo bem, 50 gramas de sabão (picado) para 2 até 5 litros de água quente. A solução feita com sabão tem boa adesividade na planta e no inseto praga. Pulverizar sobre as folhagens e pragas. Nas plantas delicadas e árvores novas, no verão ou períodos quentes, utiliza-se a solução de sabão e querosene bem diluída, ou seja uma parte para 50 a 60 partes de água. Depois de preparada a emulsão deve ser aplicada dentro de um ou dois dias, para evitar a separação do querosene, o que acarretaria queimaduras nas folhagens. No inverno, em plantas caducas, utiliza-se dosagens mais concentradas, assim como a pincelagem do tronco contra cochonilhas. Receita 1 - para o controle de cochonilhas e lagartas. Ingredientes: 50 g de sabão de coco em pó + 5 litros de água. Preparo: Coloque 50 g de sabão de coco em pó em 5 litros de água fervente. Aplicação: essa solução deve ser pulverizada freqüentemente no verão e na primavera. Receita 2 - para o combate de pulgões, cochonilhas e lagartas. Ingredientes: 1 colher (de sopa) de sabão caseiro + 5 litros de água. Preparo: utilize uma colher (de sopa) de sabão caseiro raspado e misture em 5 litros de água agitando bem até dissolver o mesmo. Aplicação: essa calda deve ser aplicada sobre as plantas com o auxílio de pulverizador ou regador. Receita 3 - para o combate a pulgões, ácaros, brocas, moscas da fruta e formigas. Ingredientes: 1 kg de sabão picado + 3 litros de querosene + 3 litros de água. Preparo: derreta o sabão picado numa panela com água. Quando estiver completamente derretido, desligue o fogo e acrescente o querosene mexendo bem a mistura. Aplicação: em seguida, para a sua utilização, dissolva 1 litro dessa emulsão em 15 litros de água, repetindo a aplicação com intervalos de 7 dias. No caso de hortaliças e medicinais, aconselha-se respeitar um intervalo mínimo de 12 dias antes da colheita. Receita 4 - como inseticida de contato para sugadores: ácaros, pulgões e cochonilhas. Ingredientes : 500 g de sabão + 8 litros de querosene + 4 litros de água. Preparo a quente: ferver e dissolver o sabão picado em 4 litros de água. Retirar do fogo e dissolver vigorosamente 8 litros de querosene, com a mistura ainda quente. Mexer vigorosamente a mistura quente, até formar uma emulsão perfeita. Aplicação: diluir para cada parte do produto 10 a 60 partes de água.